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Porta voz da Santa Sé fala sobre a próxima viagem do Papa

20140617122444 papaA terceira viagem internacional do Papa Francisco que será realizada na Coreia, de 13 a 18 de agosto, foi o tema do encontro de jornalistas com o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi.

Padre Lombardi historiou as viagens papais à Ásia, o motivo, metas e a programação.

A última vez que um Papa esteve no Continente Asiático foi em 1999, quando João Paulo II esteve na Índia.

Segundo o porta voz do Vaticano, a viagem à Coreia constitui uma prioridade para Francisco. Os temas centrais deverão ser três: a Jornada Asiática da Juventude, que reunirá cerca de 2 mil jovens representando 23 países asiáticos; a Beatificação de 124 mártires coreanos, fundadores da Igreja na Coreia; e a reconciliação e a paz numa Península dividida entre Norte e Sul.

O Papa fará uma viagem de mais de 11 horas e enfrentará uma diferença de fuso horário de 7 horas e em poucos dias fará 11 discursos, 4 em inglês, os outros em italiano. Mas, como de costume, em várias ocasiões o Santo Padre saudará os fiéis a bordo do papamóvel.

A propósito da negação das autoridades de Pyongyang para uma participação norte-coreana na missa de 18 de agosto, o Pe. Lombardi informou:
"Houve uma resposta negativa ao convite: e ficamos por aqui, sem fechar portas a outras eventuais iniciativas e possibilidade que os coreanos saberão criar melhor do que nós."

Sobre a possibilidade de o Papa ir até a linha demarcatória entre as duas Coreias, á ao confim com o Norte, o diretor de imprensa disse:

"Efetivamente se pensa na questão da divisão: haverá uma missa dedicada à paz e à reconciliação. A presença e a atenção espiritual são mais que evidenciados, sem outros atos particulares."


Sobre as intenções de o Vaticano intervir nas relações entre Igreja sul-coreana e Coreia do Norte, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé disse aos jornalistas:

"O cardeal de Seul é também o vigário apostólico de Pyongyang. Consequentemente, em si, é a autoridade eclesiástica competente para esta área. Portanto, não é necessária uma intervenção do Vaticano para dizer o que precisa ser feito em Pyongyang."

Se haveria um telegrama para as autoridades chinesas, quando o Papa sobrevoar a China, a informação que o Padre Lombardi ofereceu foi a seguinte: "Sempre demos os textos dos telegramas: se houver um telegrama para a China vocês verão o que diz. Essa é a única coisa que posso dizer no momento."

Em suas declarações, o porta-voz vaticano pode também desmentir boatos de que no momento existem preparativos para uma viagem do Papa Francisco ao Japão:

"Concretamente, temos em preparação a viagem a Tirana (capital da Albânia), a Sri Lanka e Filipinas. No mais, não foi iniciada nenhuma organização de viagens. Se terá? Pois bem, se houver tomaremos conhecimento e colaboraremos, mas não posso fantasiar." (JSG)

 

Fonte: Gaudium Press