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Após morte de jornalista, Obama promete fazer justiça

Após o bárbaro assassinato de James Foley, o jornalista estadunidense decapitado pelos jihadistas do Estado Islâmico, o Presidente Obama afirmou, nesta quarta-feira, 20, que os Estados Unidos vão reagir.

O vídeo que mostra a decapitação do jornalista americano, sequestrado na Síria em 2012, foi divulgado na terça-feira, 19. A execução é uma retaliação dos jihadistas contra os Estados Unidos pelos ataques aéreos e com drones realizados no norte no Iraque.

Na filmagem, é possível ver também outro jornalista estadunidense sequestrado na Síria, Steven Sotloff, e ao lado dele um miliciano do Estado Islâmico que diz: “A vida deste cidadão norte-americano, Obama, depende de suas próximas decisões”.

A Casa Branca confirmou ontem a autenticidade do vídeo e o Presidente Obama, em um breve comunicado, disse que a justiça será feita e que a milícia do Estado Islâmico aspira a “cometer um genocídio”, por este motivo, acrescentou, para eles “não há lugar no século 21″.

Alarme de uma onda de terrorismo do conflito iraquiano se amplia também aos países europeus depois que fica claro, a partir do vídeo da decapitação, que quem a realizou teria um sotaque britânico. Fato confirmado também pelo serviço de inteligência de Londres.

O ministro britânico do exterior, Philip Hammond, disse que o Governo está ciente da presença de britânicos “em números significativos” entre os extremistas que atuam no exterior. Em particular, o extremista que decapitou o jornalista estadunidense seria o líder de uma célula de combatentes.

Enquanto isso, no Iraque, não muda a estratégia ocidental: a Itália deu sinal verde para o envio de armas aos curdos. Prosseguem também os ataques aéreos dos Estados Unidos sobre as posições dos jihadistas, cerca de quinze nas últimas 24 horas. O Pentágono também está considerando o envio de “um pequeno número de tropas adicionais”. “Vamos continuar a perseguir uma estratégia de longo prazo”, confirmou o Presidente Obama.

Situação no Iraque

Enquanto isso, no país continua dramática a situação de dezenas de milhares de cristãos, yazidis e outras minorias expulsos pelos extremistas islâmicos em direção do Curdistão.

Depois de tê-los encontrado nos últimos dias, o enviado do Papa, o Cardeal Fernando Filoni, retornou, nesta quarta-feira à noite, a Roma; e hoje encontrou-se com o Santo Padre.

Precisamente nesta quarta-feira, 20, no fim da audiência geral, o Papa Francisco lançou um novo apelo:

“Convido todos vocês a se unirem à oração de toda a Igreja por aquelas comunidades da Ásia que eu acabei de visitar, como também por todos os cristãos perseguidos no mundo, em particular no Iraque, também por aquelas minorias religiosas não-cristãs, também elas perseguidas”.