Formação

A realidade e os desafios da família

20170815 desafiosfamilia 04“O bem da família é decisivo para o futuro do mundo e da Igreja”. Com essa frase forte e profética, o Papa Francisco inicia o segundo capítulo da Exortação Apostólica Amoris Laetitia, no qual ele vem nos apresentar uma radiografia d realidade das famílias e do seu desafio de ser nesse mundo um agente de transformação da sociedade.

É interessante perceber que quando se fala de realidade das famílias nos dias de hoje, a primeira ideia que nos vem são os aspectos negativos, e o Papa Francisco inicia esse capítulo justamente nos mostrando que existem aspectos positivos acontecendo nas famílias dos dias de hoje, depois, sim, ele irá nos apresentar os negativos e seus desafios.

No número 32, o papa vai nos dizer que: “uma realidade doméstica com mais espaços de liberdade, com distribuição equitativa de encargos e responsabilidades e tarefas. Valorizando mais a comunicação pessoal entre os esposos, contribui-se para humanizar toda vida familiar”. Essa participação maior dos homens e filhos nas tarefas do lar, maior comunicação entre os esposos e uma humanização mais profunda da vida familiar é fruto da presença do Espírito Santo conduzindo os membros da família para uma compreensão mais profunda do sentido real da vida em família.

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A vitória é possível mesmo diante das batalhas

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Quem não tem a certeza da vitória jamais a conseguirá no campo de batalha da vida

 

Quando o povo hebreu saiu do Egito, houve dois acontecimentos muito parecidos: a passagem do Mar Vermelho (saída do Egito), e a passagem do Rio Jordão, na fronteira da Terra Prometida, ambas as situações buscavam a vitória.

O primeiro acontecimento foi para levantar o ânimo dos fugitivos escravos, o que chamamos hoje de autoestima. Com essa experiência, eles se sentiram capazes de superar problemas invencíveis. Era a gasolina que necessitavam para atravessar as inclemências do deserto e poder vencer o número de obstáculos que ainda se apresentaria.

O segundo acontecimento, a passagem do Rio Jordão, era para que os habitantes de Canaã constatassem que o povo hebreu era acompanhado por um Deus poderoso, fiel à aliança e que cumpriria a promessa de entregar-lhes a Terra Prometida. Os habitantes de Jericó perceberam que se tratava de um Deus poderoso, que caminhava ao lado dos hebreus e era capaz de intervir com uma força sobrenatural para cumprir as promessas.

Josué enviou alguns espiões que exploraram e analisaram cuidadosamente tudo o que se referia aos moradores de Canaã. Os “repórteres” trouxeram duas versões. 

A versão pessimista

“São gigantes invencíveis. Suas muralhas chegam ao céu. Somos simples gafanhotos a seus pés”. Sim, tratava-se de um exército invencível, que tinha armas defensivas (as muralhas) e armas ofensivas (gigantes bem armados).

A versão otimista

“A terra é bela, a mais bela de todas as terras. Vale a pena todo esforço”. Mas o mais importante foi que, desde antes de entrar em Canaã, Josué já havia imaginado as aspirações dos povos nômades, sedentos de território. Josué realiza então um gesto simbólico e profético: antes da batalha, divide o território. “Vamos tomar esta terra hoje mesmo. Ela é nossa”. Está seguro que vai ganhar a batalha. Quem não tem a certeza da vitória na mente, jamais a conseguirá no campo de batalha da vida.

Assim, quando os hebreus chegaram à fronteira da Terra Prometida, sua fama e façanha já haviam penetrado as fronteiras de Canaã e conquistado a mente de seus inimigos, pois começaram a ter medo.

Os habitantes de Jericó tinham tudo para derrotar facilmente um exército que ainda estava à sombra da escravidão. Eles [os hebreus] eram nômades, sem armas, sem experiência ou poder militar. No entanto, os moradores de Jericó decidiram não lutar. Diz a Palavra que Jericó “estava trancada dentro de seus muros e barreiras”. Eles olhavam uns para os outros e o medo crescia entre si. Já estavam derrotados, porque não queriam lutar.

A tática de Josué: dar sete voltas ao redor da cidade para fazer crescer o temor de um ataque que não veio. “De uma forma ou outra, vocês cairão em nossas mãos”, disse ele. O medo cresceu tanto, que decidiram não se defender. Já tinham renunciado a atacar os hebreus. Agora, ruem e caem as muralhas defensivas da vida deles. Eles foram, então, presas fáceis para os inimigos, que eram bem menos fortes e capacitados.

Por que perdeu Jericó? O problema deles foi não atacar nem se defender, pois se deram por vencidos antes da batalha.

Tiveram medo da fama que precedia os hebreus: Seu Deus era poderoso. Os hebreus conquistaram Jericó não porque suas paredes caíram por milagre, mas porque seus habitantes não queriam lutar, pois se deram por derrotados antes mesmo de entrar na batalha.

Por que ganharam os hebreus?

Eles tomaram posse antes de entrar no território. Eles estavam convencidos da vitória. Sua mente era vitoriosa. Eles tinham um Deus poderoso ao lado deles, que os fez passar o Mar Vermelho para lhes dar autoconfiança.

Nas mãos dos adversários

Quando cruzamos os braços e não lutamos, estamos nas mãos dos nossos adversários. Quando decidimos atravessar o “Jordão”, não podemos voltar, então não há outra estrada a não ser a luta e a vitória até o fim. Quando conhecemos os pontos fortes e fracos do inimigo ou a empreitada, queremos ganhar, estamos mais bem preparados para a batalha.

Quando, num ato real, tomamos posse do desafio que está diante de nós, então somos capazes de superá-lo. Acima de tudo, na vitória ou na derrota existe um fato definitivo: o Deus que nos libertou da escravidão, conduzindo-nos através do deserto, nos prometeu uma terra.

Quando fizemos a experiência da passagem do “Mar Vermelho”, a passagem da escravidão, perdemos o medo de outros problemas. Quando escolhemos um largo caminho, já não podemos voltar. Só fica aberta a possibilidade da vitória.

Quando sabemos que tudo depende de uma promessa feita por Deus, as nossas atitudes mudam, porque temos confiança e esperança. Sabemos que alcançaremos a vitória, porque Deus prometeu e Ele é fiel.

 

José H Prado Flores
Pregador internacional, Fundador e Diretor Internacional das Escolas de Evangelização Santo André

 

 

[FONTE: FORMAÇÃO, CANÇÃO NOVA. Disponível em: <http://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/vida-de-oracao/vitoria-e-possivel-mesmo-diante-das-batalhas/>]

Papa: aprender a fazer o bem com ações concretas, não com palavras

1911816 ArticoloNa sua homilia, Francisco indicou o caminho da conversão quaresmal, inspirando-se na leitura de Isaías 1,10.16-20: fazer o bem com ações concretas, não com palavras.

O Profeta Isaías exorta a afastar-se do mal e a aprender a fazer o bem, um binômio inseparável neste percurso. “Cada um de nós, todos os dias, faz algo de mau”, disse o Papa. De fato, a Bíblia diz que “o mais santo peca sete vezes ao dia”. O problema, porém, está em “não se acostumar em viver nas coisas feias” e afastar-se daquilo que “envenena a alma”, a torna pequena. E, portanto, aprender a fazer o bem:

“Não é fácil fazer o bem: devemos aprendê-lo, sempre. E Ele nos ensina. Mas: aprendam. Como as crianças. No caminho da vida, da vida cristã se aprende todos os dias. Deve-se aprender todos os dias a fazer algo, a ser melhores do que o dia anterior. Aprender. Afastar-se do mal e aprender a fazer o bem: esta é a regra da conversão. Porque converter-se não é consultar uma fada que com a varinha de condão nos converte: não! É um caminho. É um caminho de afastar-se e de aprender”.
Portanto, necessita-se coragem para afastar-se e humildade para aprender a fazer o bem que se explicita em fatos concretos:
“Ele, o Senhor, aqui diz três ações concretas, mas existem muitas outras: busquem a justiça, socorram o oprimido, façam justiça ao órfão, defendam a causa da viúva... mas, ações concretas. Aprende-se a fazer o bem com ações concretas, não com palavras. Com fatos… Por isso, Jesus, no Evangelho que ouvimos, repreende esta classe dirigente do povo de Israel, porque ‘diz e não faz’, não conhecem a concretude. E se não há concretude, não pode haver a conversão”.
Depois, a primeira leitura prossegue com o convite do Senhor: “Vinde, debatamos”. “Vinde”: uma bela palavra, diz Francisco, uma palavra que Jesus dirigiu aos paralíticos, à filha de Jairo, assim como ao filho da viúva de Naim. E Deus nos dá uma mão para “ir”. E é humilde, se abaixa muito para dizer: “Vinde, debatamos”. O Papa ressalta o modo como Deus nos ajuda: “caminhando juntos para ajudar-nos, para nos explicar as coisas, para nos tomar pela mão”. O Senhor é capaz de “fazer este milagre”, isto èé de “nos transformar”, não de um dia para outro, mas no caminho:
“Convite à conversão, afastem-se do mal, aprendam a fazer o bem … ‘Vinde, debatamos, vinde a mim, debatamos e prossigamos’. ‘Mas tenho muitos pecados …’ – ‘Mas não se preocupe: se os seus pecados são como escarlate, se tornarão brancos como a neve’. E este é o caminho da conversão quaresmal. Simples. É um Pai que fala, é um Pai que nos quer bem, nos quer bem, bem. E nos acompanha neste caminho de conversão. Ele nos pede somente que sejamos humildes. Jesus diz aos dirigentes: ‘Quem se exaltar, será humilhado e quem se humilha será exaltado’”.
Este é, portanto, “o caminho da conversão quaresmal”: afastar-se do mal, aprender a fazer o bem”, levantar-se e ir com Ele. Então, “os nossos pecados serão todos perdoados”.

 

[FONTE: RÁDIO VATICANO. Disponível em: <http://br.radiovaticana.va/news/2017/03/14/papa_aprender_a_fazer_o_bem_com_a%C3%A7%C3%B5es_concretas/1298462> 14 de março de 2017.]

“Sede santos, porque eu, vosso Deus, sou santo”

RV2957 Articolo"Chamados por Deus à Santidade: esse é o tema da Liturgia do último domingo (19/02).

 

O Senhor nos criou para sermos santos e o sermos como Ele é. Todo filho quer ser igual ao seu pai – se a referência é boa - e a menina tem em sua mãe um modelo a ser seguido.

Do mesmo modo, o Senhor se compraz que sejamos semelhantes a Ele, pois, de fato, fomos criados à sua imagem e semelhança.
A primeira leitura de hoje, tirada do Levítico nos diz: “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo”.
E o que é ser santo? De acordo com a leitura é não ter ódio, é alertar o outro para que não peque, é não ser vingativo, é não guardar rancor e amar o próximo como a si mesmo.

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Entenda a homília do Papa Francisco que condena a vida dupla

1907452 LancioGrandeNessa quinta-feira (23), jornais de todas as emissoras anunciaram que o Papa Francisco “teria sugerido” que é melhor ser ateu do que católico hipócrita. Ora irmãos, a ironia está na hipocrisia dessas notícias, que visam nada mais do que obter audiência por meio do escândalo, exatamente o oposto do que pregava o Santo Papa. De fato, o Papa comentava o Evangelho do dia, onde Jesus Cristo ensinava aos Seus discípulos: “E se alguém escandalizar um desses pequeninos que creem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço” (Mc 9,42).

Na leitura do Evangelho, encontramos orientações de Jesus Cristo sobre a simplicidade da fé. Devemos nos atentar por nossas ações cotidianas, as quais nos levam ao pecado. Jesus nos ensina que é melhor entrar no Reino dos Céus sem uma das mãos, sem um dos pés ou sem um dos olhos, se estes nos fazem pecar, do que sermos jogados por inteiro no inferno. Se um de seus membros o leva a pecar, corta-o. O Papa Francisco nos ensina essa passagem citando que manter os membros que nos levam ao pecado é o escândalo. Propõe o Santo Papa que reflitamos sobre se há algo de vida dupla em nós e nos convertermos desde já, em vez de persistir no pecado sobre a ideia de que “O Senhor me perdoará tudo”, pois isso não é bom.

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