Formação

A escolha da vocação é trabalho árduo e desafiador", diz o Arcebispo de Porto Alegre

Com o título "Realização Pessoal", Dom Jaime Spengler, Arcebispo de Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul, faz uma reflexão em seu artigo semanal sobre o fato de que vocação é distinto de profissão. Para ele, profissão tem a ver com habilidade técnica, eficiência produtiva, função social, reconhecimento e recompensa, e o que denominamos vocação toca uma dimensão mais profunda do ser humano e nem sempre goza de reconhecimento público.

De acordo com o Prelado, podemos perceber tal distinção em diferentes áreas do convívio humano e social, pois alguém que age por critérios meramente técnicos se distingue de alguém que, sem transcurar esses, age também por paixão, amor e prazer. Nesse âmbito, o Arcebispo reforça que o que importa é a própria arte. Ele ainda afirma que há distinção entre um técnico e alguém que age, digamos, por vocação, e isto se reflete no comportamento diário.

"O humano, em uma determinada fase da vida, é conduzido a se confrontar com uma escolha de vida, nem sempre fácil. O desafio de abraçar uma vida a dois, ou não; de se engajar numa forma de vida consagrada; de assumir um ministério ordenado. Ou mesmo o desejo de não se colocar a questão da escolha de vida e permanecer em uma espécie de indiferença", completa.

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O homem: síntese das maravilhas da Criação

147287545 0Abaixo dos Anjos, mas muito acima dos outros seres, se encontra o homem, rei da Criação visível. Tal é sua grandeza que a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade quis encarnar-Se numa criatura humana: a Virgem Maria.

Microcosmo

Quando uma pessoa civilizada quer construir uma bela casa para nela residir, depois de edificadas as partes essenciais ela organiza as pinturas, a colocação dos móveis e, por fim, a decoração. De modo análogo Deus fez que existissem os minerais, os vegetais e os animais a fim de preparar o ambiente no qual o homem viveria.

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A Missa é entediante?, uma resposta do Cardeal Thimothy Dolan

timotiOs católicos de todo o mundo tem o dever de cumprir os mandamentos de consagrar o dia de domingo ao culto a Deus, especificamente através da assistência obrigatória à Eucaristia. No entanto, este dever é às vezes objeto de protesto por parte de crianças, jovens ou adultos que julgam o sacramento como uma atividade "entediante". "A Missa é tão chata!", é a expressão que tem escutado o Cardeal Timothy Dolan, Arcebispo de Nova York (Estados Unidos), e que analisou em um artigo em seu blog pessoal publicado no dia 21 de julho. "O que temos a dizer sobre esta desafortunada e quase sacrílega afirmação?".

view (3).jpg A resposta do Cardeal é firme: "Bom, antes de tudo, temos que dizer: Não, não é!. Você pode achar entediante a Eucaristia, mas isto é mais seu problema do que uma falha da Missa". O purpurado explicou que esta sensação pode ser proveniente do fato de não compreender adequadamente o sentido e a importância do sacramento, pelo qual se busca na Eucaristia o que não é. Muitas atividades de grande importância não são "divertidas" e não por isso podem ser descartadas. Atividades como as eleições ou os tratamentos médicos "são muito significativos para nosso bem estar, e seu valor dificilmente depende de nosso prazer enquanto as desenvolvemos. A Missa é mais importante para a saúde de nossa alma que estes exemplos".
"O entediamento é nosso problema", comentou o Cardeal, que relacionou a queixa sobre a baixa concentração exemplificada em hábitos de ouvir fragmentos de trinta segundos de som, ou mudar o canal do televisor logo que se sente um leve tédio. "Graças a Deus a importância de uma pessoa ou um evento não depende de sua tendência a 'aborrecer-nos' às vezes. As pessoas e os eventos significativos não existem para entreter-nos, a menos de que sejamos crianças narcisistas e malcriadas!"

Isto é, segundo o Arcebispo, particularmente certo sobre o Sacrifício da Missa: "nós cremos que cada missa é a renovação do evento mais importante e crítico que ocorreu: o eterno e infinito sacrifício de louvor de Deus Filho, Jesus, a Deus Pai, em uma Cruz no Calvário em uma sexta-feira que chamamos de Santa". A disposição dos fiéis lhes permite admirar este valor ou assistir com a indiferença dos soldados romanos que "estavam 'entediados' e zombavam de Jesus jogando sobre a sua túnica, a única propriedade que Ele tinha".

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O que são as indulgências? Como obtê-las?

Hoje transcrevemos considerações do Padre Michel Six, EP, sobre o importante tema das indulgências:

Introdução

Imaginemos a seguinte cena, tão corriqueira numa casa de família: um dos filhos, mesmo conhecendo uma proibição formal do pai, desobedece-o travessamente. O pai, ao saber do ocorrido, vê-se na contingência de punir o infrator, jesu1.jpgainda que isto lhe seja mais dilacerante do que para o próprio filho. Entretanto, ao ser informada, a mãe pede clemência pelo pequeno travesso. Dado às instâncias maternas, não é verdade que o pai cede, em atenção ao pedido da esposa? Neste caso, o pai de família concede uma indulgência ao filho, pelo respeito à interseção maternal.

A Indulgência de Deus

A mesma situação podemos aplicar ao gênero humano, que, na pessoa de Adão, desobedeceu ao Pai Celeste. Por causa desta transgressão as portas do Paraíso nos foram fechadas e nos tornamos réus de morte; imediatamente adiantou-se Nosso Senhor Jesus Cristo, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, e conquistou para nós, na Cruz, a misericórdia que não merecíamos. Diante de tamanha intercessão, Deus Pai se dobra amorosamente à vontade do Filho, e poupa o gênero humano: Deus nos é indulgente, pelo valor da interseção de Cristo.

Contudo, como é próprio a Deus de tudo fazer com a mais exímia e amorosa excelência, imolou-se Deus Filho num sacrifício perfeitíssimo, consumido no altar da Cruz, oferecendo seu Sangue para nos resgatar. Mesmo sabendo que apenas uma gota seria suficiente para remir toda a humanidade, Cristo bebeu até o fim o Cálice amargo da Paixão, e verteu todo o seu Sangue, "ele o derramou - ensina-nos o Papa Clemente VI - não como pequena gota de sangue, que todavia em virtude da união ao Verbo teria sido suficiente para a redenção de todo o gênero humano, mas de modo copioso[1]", expiando assim em superabundância os pecados dos homens. Esta exuberância no sacrifício da Cruz fez transbordar o tesouro dos méritos de Cristo em favor da humanidade. Tal tesouro foi dado à Igreja administrar, para consolo dos pecadores, "e, por razões piedosas e razoáveis, para ser ministrado misericordiosamente aos verdadeiramente penitentes e confessados, para total ou parcial remissão da pena temporal devida pelos pecados [2]".

Notamos, deste modo, que há um tesouro inexaurível comprado por Cristo para ser distribuído aos pecadores, e a este montante devemos ainda acrescentar os méritos da Santíssima Virgem Maria e de todos os justos. Precisamente, quando nos é oferecido, chamamos a este tesouro de indulgência.

Indulgências da Igreja

Como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica (1471), por indulgência se entende a "remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados, cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições pela ação da Igreja, a qual, enquanto dispensadora da redenção, distribui e aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos santos"[3].

Notemos que é a Igreja quem, na pessoa de seu pastor, o Papa, nos dispensa este tesouro. Pois, com efeito, no poder que Nosso Senhor conferiu a São Pedro - e a seus sucessores - de abrir ou de fechar as portas do Céu aos homens (Mt 16,19), está contido o poder de retirar todos os obstáculos que impeçam o ingresso de uma alma no Céu. Ora, como sabemos, as penas temporais, que resta a uma alma pagar depois de ter seus pecados perdoados, são um obstáculo para seu ingresso na Morada Celeste.

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Cremação, a Igreja Proíbe?

Cremação

A cremação, ou queima de corpos, era um antigo costume grego embora eles também recorressem ao enterro. A cremação era usada pelos hebreus apenas quando havia  grandes mortandades nas guerras, o que tornava  impossível enterrar os corpos dos soldados. 1Sm 31:12
A cremação é um dos processos mais antigos praticados pelo homem. Em algumas sociedades este costume era considerado corriqueiro e fazia parte do cotidiano da população, por se tratar de uma medida prática e higiênica.

Alguns povos utilizavam a cremação para rituais fúnebres: os gregos, por exemplo, cremavam seus cadáveres por volta de 1.000 A.C. e os romanos, seguindo a mesma lista de tradição, adotaram a prática por volta do ano 750 A.C. Nessas civilizações, como a cremação era considerada um destino nobre aos mortos, o sepultamento por inumação ou entumulamento era reservado aos criminosos, assassinos, suicidas e aos fulminados por raios (considerada até então uma "maldição" de Júpiter). As crianças falecidas mesmo antes de nascerem os dentes também eram enterradas.

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